Não estou contente com o romance em progresso, mas na segunda começou a me vir uma nova cena que estou escrevendo na hora do meu almoço. É um sinal que o romance não está morto. As possibilidades ainda existem. E acho que é um sinal que a melhor opção é reescrever o romance desde o começo. Uma fresta de luz sempre é bem-vinda.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
Não está funcionando
Fim de semana passado não deu. Pintou um trabalho. Mas hoje eu fui para a livraria. Foi um dia menos frustrante que o último, mas continuo sentindo grande insatisfação com o texto. Desconfio que parte da minha insatisfação tem a ver com a forma um tanto artificial como esse texto surgiu. Desconfio que, no fim das contas, vou ter de sentar e reescrever tudo. Mas desta vez vai ser de uma maneira mais orgânica. Tem de ser de uma maneira mais orgânica ou não vai funcionar. Não é a primeira vez que faço isso. No meu primeiro romance joguei fora dois terços do romance não só uma, mas duas vezes. E nas duas vezes foram críticos amigos que me disseram, "não está funcionando". Vou tomar como um sinal de minha evolução como crítica de meu próprio trabalho de que desta vez quem vai decidir se jogo fora o texto sou eu mesma. Eu cheguei na metade do romance e com alguma sorte e se chegar bem cedo na semana que vem, talvez consiga terminar a leitura. E aí vou decidir o que fazer. Enquanto isso, vou aproveitar o fim de semana para dormir tudo o que puder. Passei a semana passada praticamente insône. Não foi muito legal. Esta semana agora eu tenho de dormir ou isso vai afetar meu trabalho.Ma só o fato de não estar atolada de trabalho vai ajudar. Eu ia descansar este fim de semana inteiro, mas vou ajudar uma amiga com um trabalho neste domingo. E também é uma graninha a mais para adicionar ao meu décimo terceiro. Depois de vários anos sem saber o que é o décimo terceiro, foi legal abrir a minha conta e ver que tinha uma boa grana ali. Vou investir em algumas coisas que preciso aqui na minha casa. O resto vai ficar para tentar compor uma nova reserva, coisa que não tenho há algum tempo. Vou tentar dar um tempo em dezembro e depois em janeiro sair correndo atrás de freelas de novo. Esse esquema de peão é muito mais cansativo do que de freela. Estou com um déficit de sono enorme. Pelo menos como freela eu podia tirar cochilos quando estava muito cansada. No emprego não dá para fazer isso. Pelo menos eu reaprendi o segredo de me manter acordada, tomando litros e litros de Coca-Cola pelo cafeína já que não gosto de café. Por ora, vou curtir o restinho de Os Dez Mandamentos e em seguida engrenar no trabalho. E mais tarde farei meu famoso curry verde de frango com batata doce. Nada mal para um domingo no começo de dezembro.
domingo, 18 de novembro de 2012
Frustrada de novo
Outro fim de semana frustrado. De novo uma noite mal dormida, de novo um sábado cabeceando na livraria. Mas eu estava mais consciente do que estava lendo desta vez. E recomecei desde a primeira página. E não estou achando bom. É difícil saber se esse meu desprazer é objetivo ou não. Talvez o problema esteja nessa origem Frankenstein do romance em progresso. Talvez seja necessário jogar tudo fora e recomeçar do zero. Mas ainda não é tempo para tomar essa decisão. Às vezes, o que eu acho sobre um texto tem mais a ver com influências do que está acontecendo comigo no mundo real. Se estou com pouca grana e desanimada com o trabalho, vou achar que qualquer texto está uma droga. Sinto-me cansada, sobrecarregada, exausta. Tenho de deixar o tempo passar antes que possa bater o martelo em qualquer coisa.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Feriado
Não há nada melhor que um dia para ficar em casa, dormir no meio da tarde, brincar com os cachorros. E terça tem mais.
domingo, 11 de novembro de 2012
Caindo de sono
Não carregar o laptop hoje foi um alívio. Pude voltar a sentar no meu lugar preferido. Foi legal. Pena que eu estava morrendo de sono. Minha semana foi super cansativa e dormi mal esta noite, preocupada com algumas coisas. Resultado: passei o sábado cabeceando, levantando volta e meia para ver se eu acordava. E minha produtividade foi ridícula. Não estava realmente conseguindo me concentrar no texto. No sábado que vem vou ter de começar a ler tudo desde o começo de novo. Mas algumas coisas ficaram claras. O início está muito diluído entre 1989 e 2009. Vou ter de concentrar em 2009, depois entrar em 1989. Estou vendo que vai ser um saco acertar a estrutura desse romance. Pelo menos está tudo digitado e fica mais mais fácil mexer com as cenas desse jeito. O problema é que estou naquela fase em que odeio o que escrevi. Tenho essas fases io-iô. Uma hora adoro o que escrevo, outra hora odeio. Tomara que essa fase passe logo.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
At last, good news
Finalmente consegui terminar a digitação do romance em progresso 2. Aleluia. Eu tive de interromper o trabalho tantas vezes que nem sei mais o que tenho na mão. Vai ser bom passar os próximos fins de semana lendo o romance. E depois vai ser a velha e boa gaveta. Preciso voltar ao romance em progresso 1 com a esperança de terminá-lo para o próximo Prêmio Sesc. Ou sei lá que outro que apareça. Mas é um alívio saber que não terei de carregar aquela maldito laptop para a livraria semana que vem. Aquela porcaria pesa uma tonelada no final do dia, quando estou cansada. E tem sempre aquele medo no fundo que alguém assalte o táxi e me leve o laptop. Sei por experiência que se eu perder algum texto, serei incapaz de reproduzi-lo. Mas essa é uma história para um outro dia.
sábado, 3 de novembro de 2012
Furacão
Esta foi a semana do furacão. Foi um pouco estranho ver um lugar onde eu morei, Manhattan, com carros boiando em garagens como acontece tanto aqui. A impressão que tive, nas primeiras horas, vendo as imagens na CNN, era que a cidade tinha sido vítima de uma daquelas chuvas torrenciais de verão de que ocasionalmente o Rio é vítima. Mas depois vieram as clássicas imagens dos pobres repórteres no meio da ventania, tentando não ser levados embora. Não sei porque não amarram os coitados a algo firme. Sinceramente me parece sacanagem fazer isso com os caras. Devem tirar no palitinho quem vai. O pessoal de meteorologia, então, já deve saber que quando vem um furacão, eles terão que ficar na chuva por horas e horas. Já devem preparar uma roupa especial e tudo. Devem até trocar dicas, como o pessoal da legendagem faz quando chega a época dos festivais de cinema. E tenho uma noção do que dever ser porque eu passei por um furacão há mais de 30 anos quando estava num summer camp em Massachusetts. Minha mãe me despachou para lá por um mês e enquanto eu estava lá veio um furação na direção de Nova York e de Massachusetts. Meus pais e meus irmãos ficaram no nosso prédio e eu, no summer camp, fui evacuada para uma escola próxima para passar a noite em um ginásio. Para uma pessoa cuja imaginação (alimentada por muitos anos de TV e filmes de desastre) prontamente cria os piores desastres, não foi bem uma noite relaxante. Mas no dia seguinte o furacão tinha passado e nada aconteceu. Não foi um furacão muito forte. Mas me deu uma ideia do que é passar por algo assim. Vai por mim, é algo que você prefere dispensar.
domingo, 28 de outubro de 2012
O fim se anuncia
O fim da digitação se anuncia. O próximo fim de semana prolongado (mais um, graças a Deus) vai me oferecer a chance de terminar a maldita digitação. E aí começa a parte complicada. Ler e reler o texto até estar razoavelmente satisfeito com ele, largar numa gaveta, depois olhar de novo. E aí vou para que lado? Retomo o romance em progresso 1, volto a escrever o romance em progresso 3? Sinto que ainda preciso escrever mais algumas cenas para o romance em progresso 2. O final está meio atabalhoado, fruto da minha impaciência de vê-lo fechado. Enquanto isso, leio os e-mails vindos da Monstra e quero me rasgar porque não estou lá. Hoje é a noite do já tradicional karaokê na Liberdade e vou passar essa noite na minha cama quando queria ver todo mundo desafinando naquele lugar feérico, voltar trôpega de sono para o hotel às cinco da manhã e enfrentar uma sessão de cinema poucas horas depois. Saudade daquela maluquice. Nunca fui de fazer loucuras na minha adolescência. Sempre fui excessivamente bem comportada. Mas indo a São Paulo e frequentando a noite e voltando para o hotel em horários madrugatórios, sinto como se tivesse a chance de recuperar um pouco a experiência do que é ser adolescente. Tem uma energia em se fazer parte de um grupo que antes não sabia existir. Este ano, tão exaustivo e pesado, essa energia poderia me ajudar a resistir a tudo. Mas ano que vem, me aguardem.
sábado, 27 de outubro de 2012
domingo, 21 de outubro de 2012
Certeza
Passo tanto tempo sem conseguir escrever que me vem um certo medo de não conseguir começar de novo quando eu tiver tempo para de fato devolver meus sábados à busca da escrita. Mas ontem, final do dia, cansada depois de ter traduzido a maior parte de um roteiro, decidi digitar um pouco do meu romance em progresso 2. Só para poder fazer algo que me desse prazer por pouco mais de uma hora. Não demorou muito para começar a mexer no texto que estava digitando, acrescentando alguns detalhes aqui, suprimindo outros ali. O romance ainda está na minha cabeça, rodando lá dentro, em fervura baixa, só esperando pelo momento de vir à tona. Foi bom poder ir para casa com essa certeza. E se tudo der certo, quem sabe no próximo sábado eu posso voltar a escrever. Estou precisando.
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