Finalmente consegui terminar a digitação do romance em progresso 2. Aleluia. Eu tive de interromper o trabalho tantas vezes que nem sei mais o que tenho na mão. Vai ser bom passar os próximos fins de semana lendo o romance. E depois vai ser a velha e boa gaveta. Preciso voltar ao romance em progresso 1 com a esperança de terminá-lo para o próximo Prêmio Sesc. Ou sei lá que outro que apareça. Mas é um alívio saber que não terei de carregar aquela maldito laptop para a livraria semana que vem. Aquela porcaria pesa uma tonelada no final do dia, quando estou cansada. E tem sempre aquele medo no fundo que alguém assalte o táxi e me leve o laptop. Sei por experiência que se eu perder algum texto, serei incapaz de reproduzi-lo. Mas essa é uma história para um outro dia.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
Furacão
Esta foi a semana do furacão. Foi um pouco estranho ver um lugar onde eu morei, Manhattan, com carros boiando em garagens como acontece tanto aqui. A impressão que tive, nas primeiras horas, vendo as imagens na CNN, era que a cidade tinha sido vítima de uma daquelas chuvas torrenciais de verão de que ocasionalmente o Rio é vítima. Mas depois vieram as clássicas imagens dos pobres repórteres no meio da ventania, tentando não ser levados embora. Não sei porque não amarram os coitados a algo firme. Sinceramente me parece sacanagem fazer isso com os caras. Devem tirar no palitinho quem vai. O pessoal de meteorologia, então, já deve saber que quando vem um furacão, eles terão que ficar na chuva por horas e horas. Já devem preparar uma roupa especial e tudo. Devem até trocar dicas, como o pessoal da legendagem faz quando chega a época dos festivais de cinema. E tenho uma noção do que dever ser porque eu passei por um furacão há mais de 30 anos quando estava num summer camp em Massachusetts. Minha mãe me despachou para lá por um mês e enquanto eu estava lá veio um furação na direção de Nova York e de Massachusetts. Meus pais e meus irmãos ficaram no nosso prédio e eu, no summer camp, fui evacuada para uma escola próxima para passar a noite em um ginásio. Para uma pessoa cuja imaginação (alimentada por muitos anos de TV e filmes de desastre) prontamente cria os piores desastres, não foi bem uma noite relaxante. Mas no dia seguinte o furacão tinha passado e nada aconteceu. Não foi um furacão muito forte. Mas me deu uma ideia do que é passar por algo assim. Vai por mim, é algo que você prefere dispensar.
domingo, 28 de outubro de 2012
O fim se anuncia
O fim da digitação se anuncia. O próximo fim de semana prolongado (mais um, graças a Deus) vai me oferecer a chance de terminar a maldita digitação. E aí começa a parte complicada. Ler e reler o texto até estar razoavelmente satisfeito com ele, largar numa gaveta, depois olhar de novo. E aí vou para que lado? Retomo o romance em progresso 1, volto a escrever o romance em progresso 3? Sinto que ainda preciso escrever mais algumas cenas para o romance em progresso 2. O final está meio atabalhoado, fruto da minha impaciência de vê-lo fechado. Enquanto isso, leio os e-mails vindos da Monstra e quero me rasgar porque não estou lá. Hoje é a noite do já tradicional karaokê na Liberdade e vou passar essa noite na minha cama quando queria ver todo mundo desafinando naquele lugar feérico, voltar trôpega de sono para o hotel às cinco da manhã e enfrentar uma sessão de cinema poucas horas depois. Saudade daquela maluquice. Nunca fui de fazer loucuras na minha adolescência. Sempre fui excessivamente bem comportada. Mas indo a São Paulo e frequentando a noite e voltando para o hotel em horários madrugatórios, sinto como se tivesse a chance de recuperar um pouco a experiência do que é ser adolescente. Tem uma energia em se fazer parte de um grupo que antes não sabia existir. Este ano, tão exaustivo e pesado, essa energia poderia me ajudar a resistir a tudo. Mas ano que vem, me aguardem.
sábado, 27 de outubro de 2012
domingo, 21 de outubro de 2012
Certeza
Passo tanto tempo sem conseguir escrever que me vem um certo medo de não conseguir começar de novo quando eu tiver tempo para de fato devolver meus sábados à busca da escrita. Mas ontem, final do dia, cansada depois de ter traduzido a maior parte de um roteiro, decidi digitar um pouco do meu romance em progresso 2. Só para poder fazer algo que me desse prazer por pouco mais de uma hora. Não demorou muito para começar a mexer no texto que estava digitando, acrescentando alguns detalhes aqui, suprimindo outros ali. O romance ainda está na minha cabeça, rodando lá dentro, em fervura baixa, só esperando pelo momento de vir à tona. Foi bom poder ir para casa com essa certeza. E se tudo der certo, quem sabe no próximo sábado eu posso voltar a escrever. Estou precisando.
domingo, 23 de setembro de 2012
Not this year
Fui à tradicional reunião de leilão de sessões do Festival do Rio. Mas este ano houve uma diferença grande. Não levei uma câmera e não fui lá para pegar sessões. Só fui lá para ver o pessoal. Trabalhando na Lersch, não terei tempo de lançar como gostaria de fazer. Vou reservar meu tempo para a tradução de filme. Não irei para São Paulo. Este, que seria meu 15º ano fazendo festivais vai passar meio que em branco. Não que eu queira. Eu adoro fazer festival de cinema. É minha maior adrenalina no ano todo. Mas ser peão tem algumas desvantagens. Ano que vem pretendo tirar férias justo nesta época para poder fazer algo do Festival e da Mostra já que é provável que teremos um esquema de Monstratona como tivemos ano passado. Mas só no ano que vem. E então me aguardem.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Desligar
Minha vida segue complicada, mas sigo tentando escrever. Não tem sido fácil. Tenho tido de abrir mão de parte dos meus sábados para trabalhar. Tem sobrado muito pouco tempo para digitar o romance em progresso 2. E o pobre coitado do romance em progresso 3 está completamente parado porque não consigo ter cabeça para escrever na hora do almoço. Eu gostaria de voltar ao romance em progresso 1, mas esse é ainda mais complicado justamente por lidar com algumas coisas que estou enfrentando agora. Ou seja, distância zero. Mas quero ver se consigo retomar a revisão desse romance no final do ano. A época de Natal é sempre boa para essas coisas. Ainda mais esse ano, quando teremos quatro dias de folga por duas semanas seguidas. Pena que a Lersch não tire a semana entre o Natal e o Ano Novo de folga, mas fazer o quê?
Mais do que tudo, neste momento, eu quero poder me desligar da minha vida por uns dias. O bom é que na segunda semana de outubro vou ter quatro dias de folga. Tem o dia 12 (Nossa Senhora de Aparecida, obrigada João Paulo II) e o 15 (feriado do meu sindicato no trabalho). Vou tentar usar esses quatro dias ao máximo. Eu preciso poder me dar esses dias para escrever. Não importa o que eu vou escrever. O que interessa é escrever. É o que eu quero.
Mais do que tudo, neste momento, eu quero poder me desligar da minha vida por uns dias. O bom é que na segunda semana de outubro vou ter quatro dias de folga. Tem o dia 12 (Nossa Senhora de Aparecida, obrigada João Paulo II) e o 15 (feriado do meu sindicato no trabalho). Vou tentar usar esses quatro dias ao máximo. Eu preciso poder me dar esses dias para escrever. Não importa o que eu vou escrever. O que interessa é escrever. É o que eu quero.
domingo, 19 de agosto de 2012
A corrupção pelos ideais
No jornal inglês The Guardian achei uma análise de The Remains of the Day de Kazuo Ishiguro, meu romance preferido, por ninguém menos que Salman Rushdie. O texto é maravilhoso e diz tudo o que sempre quis falar sobre esse romance. Aproveitem. O texto do Rushdie você acha aqui.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Motivos para o recesso
Seguinte, eu estou numa situação que nunca teria imaginado em um milhão de anos. No primeiro semestre deste ano, descobri que meu pai tem Alzheimer. E você rapidamente descobre que essa é a notícia mais devastadora do mundo porque quem vai ter que tomar conta dele daqui em diante é você. Nunca quis filhos, não levo jeito com crianças. E me vejo tendo que tomar decisões por outra pessoa e isso é um peso incrível. Então, quando você está escrevendo um romance que envolve um pai idoso doente que morre e uma coisa dessas acontece, é muito estranho. É como se ao escrever você provocasse o que escreve. Não sou de ficar contando essas coisas no blog, nem foi para isso que o criei. Mas esse é um evento tão enorme que não tem como não afetar tudo o que faço de agora em diante, tudo o que escrevo, como faço as coisas. Há muitas outras complicações nessa história toda que não vou descrever. É minha vida particular, afinal. Mas isso é o que basta para se entender porque eu vou ter de sumir de tempos em tempos. Eu volto. Pode deixar.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Em recesso
Na FLIP deste ano, durante a mesa com Teju Cole e Paloma Vidal, o Teju falou que escreveu certas coisas no seu romance Open City que não tinham nada de autobiográficas. O curioso é que pouco depois de terminar o romance, algumas dessas coisas se tornaram realidade. Daí ele disse que queria que o próximo romance fosse sobre um jovem escritor que vendia milhões de livros e ficava milionário. A plateia, naturalmente, riu. E eu sentada ali a poucos metros tive vontade de levantar e dizer que isso acontece comigo também. Há algo de meio assustador quando isso acontece. E, ao mesmo tempo, isso também me dá mais material.
Tem muita coisa acontecendo agora e não vou poder escrever no blog com a habitual frequência. Depois eu explico. Mas por ora, entramos de férias.
Tem muita coisa acontecendo agora e não vou poder escrever no blog com a habitual frequência. Depois eu explico. Mas por ora, entramos de férias.
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