quinta-feira, 4 de julho de 2013

Home again

Clark Kent está em Paraty de novo. Ainda bem. Após muita incerteza, decidi vir para a FLIP mais uma vez. O dia mal começou e logo vou rumar para o Centro Histórico assistir minha primeira mesa. Tomara que esta seja uma FLIP legal.

domingo, 16 de junho de 2013

Aluga-se apartamento

Domingo. Fresco, thank God. Ontem foi um dia cheio. De manhã saí em busca de um novo apê. Rio Comprido não mais. Pediram meu apertamento. E acredite, é um apertamento. Só que nisso há dois probleminhas. Quando eu me mudei para o Rio Comprido, tive de me livrar de muitos móveis que eu tinha. Agora terei de comprar tudo de volta. O drama, naturalmente, é ter esse dinheiro. Vai ter de ser aos poucos. Vi um lugar legal em Vila Isabel. Tenho de cruzar os dedos para conseguir o lugar. Apartamento não está fácil atualmente. Ele evapora mesmo enquanto você está visitando o lugar. Foi o que aconteceu semana passada. Uma amiga minha foi ver um lugar para mim e já estavam reservando o apartamento debaixo do nariz dela. Complicado.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Boas notícias

Terminei a primeira versão do romance reinventado. E já iniciei o processo de reescrita. Do jeito mais difícil, com caderno e caneta. Nada tem sido muito fácil ultimamente, então vamos nessa. E francamente, do jeito que minha vida anda complicada, escrever tem sido uma das poucas coisas me dando alguma satisfação. Preciso de boas notícias.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Ainda dá um caldo

O que vou dizer não é novidade para ninguém, mas ocasionalmente algo me lembra mais uma vez que o tempo pode ser um aliado. Logo depois de terminar o meu primeiro romance, finalmente me senti livre para iniciar a escrita do segundo após passar seis anos sem conseguir escrever nada além do romance. Escrevi, escrevi, escrevi e cheguei à conclusão que ele não estava dando certo. Eram duas histórias paralelas sobre duas pessoas exiladas na vida, cada uma por seus motivos diferentes. Lá pelas tantas, cheguei à conclusão que a segunda história não estava dando certo e não sabia como fazer funcionar. Tudo bem, meti o romance na gaveta e parti para o terceiro. Hoje de manhã, ao me aprontar para sair para a livraria, avistei esse caderno solto sobre um monte de livros. Que caderno era esse? Abri numa página qualquer e gostei muito o que li. Resolvido, levei o caderno na bolsa para ver o que mais tinha nele. E na livraria percebi que eram trechos do meu segundo romance, o inacabado. O melhor de tudo foi encontrar textos muito interessantes que não lembrava mais. O empo me deu distância para poder avaliar esses textos com um olhar mais objetivo. Vou recuperar os cadernos e relê-los e ver o que dá para fazer com eles. Inclusive porque a primeira história tem a ver com a sensação de ser exilado em sua própria terra, que é algo que tem muito a ver comigo. A segunda história tem de ser totalmente reformulada, mas a primeira ainda dá um caldo.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Vivendo na caixinha

Chegou a época do ano que eu adoro. Assim que fica aquele toque de inverno no ar, adoro andar na rua. Fica gostoso sentar num café na calçada, olhando as pessoas passando, escrevendo. Infelizmente, acho que este ano não vai dar para ir a Paraty na FLIP, mas quem sabe no final do ano, quando eu sair de férias. Na prática, vou tirar férias para poder trabalhar no Festival do Rio. Esse infelizmente passou meio em branco ano passado. Mas este ano pretendo quebrar todos os recordes. Inclusive porque me dá uma boa grana.
A gente fica correndo em círculos nessa nossa rotina e percebi há umas semanas que não tenho me desviado do meu roteiro habitual de trabalho, café para escrever depois do batente, livraria nos fins de semana. Tive de ir para a Barra para resolver umas questões de família e acabei no Barrashopping para almoçar antes de voltar ao trabalho. Mais tarde eu brinquei com meu supervisor que um novo mundo havia se descortinado para mim. Em termos práticos, isso não estava tão longe da verdade. Eu não ia ao Barrashopping há tanto tempo e subitamente, ao partir no táxi de volta para o centro, me deu vontade de explorar de novo aquela área. A gente descobre que mora numa caixinha e quem nos meteu nela fomos nós mesmos.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Desvios

Fim de semana de descanso. Fim de semana de escrita. Os dois para mim são sinônimos. O texto vem mais devagar do que em semanas anteriores. Tudo bem. Sabia que a febre não podia durar eternamente. Foi bom enquanto durou porque me permitiu produzir quase dois terços da nova versão do romance em coisa de dois meses. Nunca escrevi tão rápido. O curioso desse fim de semana é que eu começo num determinado ponto e de repente a cena dá uma virada inesperada e eu acabo em um lugar totalmente diferente. Esse é sempre um processo muito estranho. Por que você se desvia daquele caminho que tinha traçado inicialmente. E por que é que você não foi parar naquele lugar que tinha imaginado? Só Deus sabe.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Feriado

Não há nada melhor que um feriado no meio da semana quando tudo o que você quer fazer é escrever. Você está na sua mesa no trabalho e tudo o que te passa pela cabeça é a conta dos minutos que faltam até você poder sair voando para o elevador e se juntar à multidão na rua que avistou pela janela do alto do 34º andar. Essa não é uma crítica ao meu trabalho, mas é que qualquer trabalho está em segundo lugar para a escrita.
Aquela efervescência terminou, mas sigo produzindo de uma maneira constante e isso me agrada muito. Me custa um pouco mais a imaginar qual vai ser a próxima cena. A sequência que leva ao final da história é sempre a mais complicada.
Há uns dois anos compareci a uma mesa redonda com Elvira Vigna e alguns outros escritores. E na época achei curioso que todos falassem da importância de encontrar o narrador certo para contar a história quando até então meu narrador sempre era o protagonista da história. Nunca senti necessidade de mudar isso. Até agora. A melhor decisão que tomei nesse romance depois de jogar o primeiro texto fora foi trocar o narrador do protagonista em primeira pessoa para um narrador em terceira pessoa. A distância entre o protagonista e o narrador me permitiu ocultar informações, criticar o protagonista e eliminar todas as lamentações e autocomiseração que pesavam a narração original. Foi com grande prazer que descobri que de fato o narrador realmente pode afetar o tom de um texto. E a coisa que sempre quero ao escrever um novo projeto é sentir que meu texto está evoluindo.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Cooling down

O fogo finalmente está acabando. Sigo escrevendo, só que não com a urgência das últimas semanas. Não vou esquentar. Essa febre do último mês acabou resultando em 150 páginas de caderno, o que me deu 75% do que escrevi até agora. Também acho que não dava para continuar nessa febre já que cheguei num ponto em que preciso decidir como encaminhar a história até o fim. Também não tenho tido tempo de fazer uma das coisas que vêm alimentando esse processo que é assistir determinados filmes que tratam de alguns dos temas do romance. Isso tem me dado uma carga de emoção que depois jogo no papel.
Um dos filmes que descobri nesse processo foi Rachel Getting Married, do Jonathan Demme, que é muito interessante não só pela temática, mas pela forma como foi filmado, praticamente como um documentário, com muita câmera na mão, muito improviso, música registrada enquanto é tocada durante o momento da filmagem. Fico torcendo que o Demme faça mais filmes assim. O resultado foi extremamente interessante. Desconfio que parte dessa matéria cinematográfica esteja entrando no texto porque tem horas (como hoje na Travessa) em que penso que seria mais fácil se eu pudesse mostrar a imagem do que estava passando na minha cabeça. Há momentos em que é muito melhor mostrar a pessoa sentindo a emoção do que ter de descrevê-la. Inclusive porque você corre o risco de cair no clichê. Ocasionalmente, acho que deveria tentar escrever um roteiro de cinema. Só que normalmente escrevo histórias que acontecem mais dentro da cabeça dos personagens do que fora. Agora que me vejo escrevendo algo que efetivamente acontece no tempo e espaço e tem ações e quase nenhum flashback (ao menos atá agora), de repente a ideia de escrever um roteiro está parecendo mais viável. Essa é uma coisa que ainda está no futuro.

domingo, 14 de abril de 2013

Febre

Só hoje eu percebi que faz um mês que estou nessa febre de escrever, o que é muito incomum. Esse tipo de empolgação constante não costuma se sustentar por muito tempo. E também percebi que posso estar dando um passo maior que a perna nesse romance. O que, na prática, é justo o que eu quero. Escrever nunca é só escrever, é tentar avançar a cada coisa que se faz, Tenho de trabalhar amanhã, mas vou tentar escrever mais um pouco.

domingo, 7 de abril de 2013

Felicidade e adrenlina

Não tem nada melhor que a sensação de voltar para casa depois de escrever na Travessa e estar quicando de felicidade e adrenalina. Escrever esse novo texto está sendo uma experiência sem igual. Minha prioridade é escrever. O resto do tempo eu fico esperando até a hora de poder escrever. Durante o almoço peço sempre os mesmos dois pratos, em dias alternados, como o mais rápido possível e isso me dá pelo menos uns 20 minutos para escrever até ter de voltar ao trabalho. Depois do expediente, se eu posso, passo num café e escrevo mais uma hora antes de ir para casa. E aí tem o fim de semana. Sábado e o domingo também, se não tem um freela urgente. Vivo para escrever. O emprego é só para financiar isso. Ponto.