No caminho para a Travessa hoje, no táxi, ouvi uma notícia na TV (é, o cara tinha uma daquelas telinhas de TV no carro) que instantaneamente fez as rodinhas na minha cabeça começaram a girar. E disso veio uma ideia para um romance que me bateu com uma força tal que passei o dia todo pensando nela. E, de certo modo, é o projeto mais complexo a que já me propus. De tal modo que ainda preciso tomar uma série de decisões antes de poder começar a escrever qualquer coisa. Esse é um texto em que vou precisar de mais do que apenas um título, meia dúzia de nomes de personagens e uma ideia vaga de onde é que vou chegar antes de poder abrir um caderno e começar a escrever. Enquanto isso não acontece, vou seguir com os outros projetos. Andei um pouco mais com o novo romance em progresso. Ele pode acabar sendo muito interessante, mas sinto que vou ter de fazer algumas coisas de um jeito diferente do que estou acostumada. E isso pode ser muito bom.
domingo, 15 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Maluquice
Pode parecer maluquice eu começar a escrever um novo romance quando ainda não fechei o segundo ou o terceiro. A explicação é simples. Minha cabeça não para. Não dá para digitar o romance em progresso 2 durante a hora do almoço e agora que comecei a escrever todo santo dia durante as refeições fica complicado parar de repente. São só 20 minutos, umas poucas linhas, mas muitas vezes aparecem umas coisas muito interessantes. Hoje também, sabendo que o trânsito para casa estaria um horror, eu passei em um café e passei uma hora escrevendo. Foi um jeito de relaxar depois de um dia super cansativo de trabalho. E claro que isso me deixou muito contente. O começo de um romance é sempre o início do processo de montar o personagem. Não me vejo inventando uma estrutura muito complicada neste texto. O desafio mesmo vai ser conseguir inventar eventos e detalhes suficientes para preencher um só dia, que é basicamente a duração do romance. Hoje vamos prosseguir com o romance em progresso e ver o que acontece.
domingo, 8 de abril de 2012
A melhor coisa do mundo
Escrever é a melhor coisa do mundo. Estou sentada na Travessa, digitando o romance em progresso. E sinceramente, não tem nada melhor que segurar um caderno contendo um romance inteiro e pensar em todos meses que dediquei a esse texto. Não tem nada melhor que essa paixão. Meus amigos não entendem porque eu ando por aí com meus cadernos para cima e para baixo, mesmo quando não vou escrever. Mas simplesmente não consigo me afastar das coisas que escrevo. Até agora, eu costumo carregar o texto do segundo romance por aí mesmo que eu não o leia. É algo que eu produzi de que tenho muito orgulho. E tem um pouco aquela dúvida meio eterna que é: de onde foi que veio tudo isso? Por que você nem sempre entende a origem do que você escreve. Às vezes eu prefiro quando não sei de onde as coisas estão vindo. Eu gosto disso. Amanhã voltamos à vaca fria. Trabalho, rotina, contas a pagar. Mas vou ter meu romance na minha mochila comigo e isso me conecta ao que faço todos os fins de semana. E eu gosto disso. Boa noite.
Home, sweet home
Eu não fui na Travessa na sexta. Me deu preguiça, mas também me deu vontade de ficar em casa um pouco. Tenho passado tanto tempo fora de casa, seja trabalhando, seja saindo com amigos que mal estou em casa. É basicamente o tempo para chegar em casa, jantar, trabalhar um pouquinho e dormir. Os meus cachorros, que andam um pouco carentes, gostaram da novidade. Mas hoje, sábado, eu fui lá para cumprir o meu horário. Eu tinha pensado em levar meu laptop e começar a digitar o texto do romance em progresso 2, mas em vez disso o que fiz foi começar a escrever o romance em progresso 3. Na prática, já tinha escrito umas cenas em outubro do ano passado, quando estava em São Paulo, trabalhando na Mostra. O que eu fiz hoje foi começar a juntar essas cenas dispersas em diferentes cadernos em um caderno só, que é onde vou escrever o romance para valer. Eu gostaria de continuar amanhã, mas isso vai depender da hora em que terminar o episódio que tenho de traduzir até o final do domingo. Vamos cruzar os dedos para que eu seja bem produtiva amanhã.
domingo, 1 de abril de 2012
Cena final
Terminei a segunda versão do romance em progresso. A última cena ainda vai exigir umas mexidas no confronto final entre os personagens, mas acho que o básico está feito. Esse é um daqueles diálogos que precisa ser construído aos poucos. Não tem jeito. É uma cena muito difícil e basicamente encerra a história e se eu não acertar, a coisa toda vai por água abaixo. O processo mecânico e chatinho começa agora. Digitar tudo. Pelo menos eu já vinha traduzindo tudo durante a passagem da primeira para a segunda versão. Só sobrou o material das cenas avulsas que está, em sua maioria, em inglês. Escrever num restaurante lotado durante meus almoços faz com que eu volte a um velho truque, escrever em inglês para que a pessoa na mesa ao lado não possa simplesmente olhar e entender o que estou escrevendo. E durante meus almoços vou ver se começo a pensar no próximo romance.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Pesado
Minha vida segue um pouco caótica. Literariamente as coisas vão bem. Devo terminar a segunda versão do romance em progresso este sábado. E domingo tenho um almoço com umas amigas. Estou precisando desses encontros com os amigos. Venho carregando um peso que infelizmente não posso botar no chão. Ainda tenho muito o que fazer nesse romance e vou tentar me concentrar nele nas próximas semanas para tentar aliviar as coisas. Começar a digitar tudo é o que vai me ajudar a me dar mais clareza. Sinto que ainda há muito por explorar. Tem dois personagens que eu mal explorei e tenho de preencher o passado do personagem principal com esses dois. E também quero inserir mais alguns fatos históricos em 1989 para dar um pouco do gosto dessas época. E também relembrar alguns de 2009. Tem tanta coisa para fazer e é uma das coisas que eu gosto nos romances. Ele não se esgota rapidamente. Tem sempre mais alguma coisa para se ver.
Estou super feliz que amanhã é sábado. Estou precisando.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Amigas
Um encontro entre amigas depois do trabalho. Na Travessa. Em geral eu não chamo as pessoas para a livraria, quero preservar aquele espaço só para mim. Mas essas são amigas especiais e quis que elas vissem o lugar onde moro aos sábados. Depois da rasteira, não podia haver uma noite melhor.
terça-feira, 13 de março de 2012
Rasteira
Às vezes a gente leva rasteiras que não esperava. O céu cai na tua cabeça e você não sabe o que fazer. E aí você começa a se mexer. Faz uma ligação, toma uma providência. Daí nada é tão pesado quanto era há poucos dias. O movimento nos salva.
domingo, 11 de março de 2012
Surpresa
Surpresa. O sábado foi feito de surpresas. Algumas não eram para mim. Ficaram sendo meio que por tabela. Tudo começou com surpresas na livraria, aquelas frases que aparecem no caderno e depois você se pergunta de onde vieram. Depois, de noite, teve o aniversário de uma amiga. Restaurante, cheio de gente, quilos e quilos de amigos. De repente, teve uma hora em que uma boa parte do pessoal foi embora. Fui ficando, fui ficando e, quando vi, estava indo para o apartamento da amiga, ostensivamente para chamar um táxi. Era tarde, já passava e muito da meia-noite. Pensei, por que não, é uma gentileza e sempre se deve aceitar uma gentileza. Chegamos no apartamento, e... Surpresa! O pessoal que tinha saído do restaurante foi para a casa da aniversariante preparar a surpresa. Claro que eles esperaram séculos porque também levamos séculos para sair do restaurante e eles acabaram com praticamente toda a cerveja que tinha na casa, mas foi divertido e ainda ficamos mais um tempo conversando até minha pilha pifar completamente. E só aí eu fui para casa.
sábado, 10 de março de 2012
Privilégio
Novo fim de semana. O fim de semana passado foi ótimo. No sábado passado escrevi para caramba e no domingo fui a um almoço na casa de umas amigas que foi absolutamente divino. Tudo bem que fui eu que fiz parte da comida, mas a parte divina tinha mais a ver com a companhia. Mas até mais do que tudo isso, o fim de semana foi fantástico para mim particularmente porque comecei a receber os primeiros retornos sobre o romance em progresso. Claro que é muito bom ouvir das pessoas que elas gostam do que você escreveu, mas o que efetivamente interessa é saber o que funciona e o que não funciona no texto. E não há dinheiro que pague ter as pessoas certas lendo o seu texto e podendo te dar uma opinião sincera e refletida. Já comecei a ver como posso mudar algumas coisas, já tomei uma decisão sobre como alterar uma narrativa de um personagem específico. Conseguir se distanciar daquilo que você escreve é extremamente difícil. São os leitores amigos que te ajudam a enxergar as besteiras. São os leitores amigos que vão te guiar na fase final de escrita do romance porque são eles que te dizem onde estão os buracos, os erros, as repetições. Encontrar gente que possa fazer isso por você é maravilhoso. E, para mim, é um privilégio ter pessoas tão legais lendo meu texto e me dizendo o que acharam.
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