sexta-feira, 30 de julho de 2010

A avalanche terminou

Amanhã, afinal, vou poder voltar para a livraria e a avalanche de trabalho terá terminado. Sabe aqueles desenhos animados em que o personagem abre um armário e é soterrado por tudo dentro dele? É mais ou menos assim que tenho vivido nas últimas semanas, tentando me desenterrar desse monte de coisas que caíram em cima de mim.
Vou começar minhas breves férias de uma semana. Ainda terei pequenas coisas para resolver segunda e terça, mas vou embarcar no ônibus na quarta com a mesa limpa pela primeira vez em muito tempo. Claro que vou voltar para mais trabalhos, mas é raro não ter nada para fazer por uma semana inteira. E a maratona do Festival do Rio deve começar em breve. Essa é a época do ano em que geralmente fico arrancando cabelinhos com pinça, mas como já ando fazendo isso desde maio, fico torcendo que só vá melhorar. O mais importante agora é poder dormir tudo o que não dormi nas últimas semanas, aproveitar o meu tempo livre em Paraty para escrever para caramba. Clark Kent vai voltar para Paraty.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Filmes favoritos

Há filmes que vejo de novo e de novo. Por todo tipo de motivo. Seja por que são deliciosamente over the top ou por que estão ligados a uma certa fase da minha infância ou simplesmente por que eu gosto deles. Por exemplo, eu adoro Topsy Turvy, que vi pela primeira vez ao lançar suas legendas no Festival do Rio, mas sinceramente não sei explicar por que adoro esse filme. Um filme que tenho visto desde criança e que eu amo é Murder on the Orient Express. Esta é a versão original com o Albert Finney, Ingrid Bergman, John Gielgud, Lauren Bacall e um elenco estelar que só costuma se ver na noite da entrega do Oscar. Ele tem aquela coisa de todo filme da Agatha Christie em que todo mundo age de maneira suspeita e todos os atores têm seus cinco minutos de fama durante o interrogatório. Ingrid Bergman, inclusive, ganhou seu Oscar por sua cena de interrogatório, fazendo uma expressão de ovelha indefesa. Mas o grande barato do filme para mim é o estilo, o tchan de Hollywood e um ritmo que move a história para a frente num filme em que essencialmente é só um monte de gente falando que o Sidney Lumet conseguiu imprimir. A música é maravilhosa, a reconstituição de época é impecável e o Albert Finney foi o primeiro a encarnar Poirot de forma convincente. Ele mais tarde foi desbancado pelo David Suchet. Mas até lá, quando pensava no Poirot, minha imagem era a do Albert Finney. É tudo uma delícia e por isso eu vejo esse filme de novo e de novo, ano após ano.

Preparando a viagem

Ando viciada em Glee. Adoro a série, mas adoro ainda mais a música da série. Ultimamente, é tudo o que tenho ouvido no meu MP3 player, todos os álbuns que lançaram. É a música que vou levar para Paraty. Não sei se Glee vai combinar com Paraty. Mas pelo menos vai me ajudar a passar o tempo na viagem até lá. Já escolhi um livro para ler na viagem, o livro de uma amiga que eu devia ter lido há muito tempo. Também vou levar minha câmera para fazer um diário visual da FLIP, como sempre faço. E vou levar um caderno para fazer o meu diário de Paraty. Metade da graça da viagem é a antecipação, a preparação.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Uma semana e contando

Uma semana e contando. A essa altura, eu estou tão cansada com tudo o que estou fechando antes de viajar que eu só quero poder dormir por 24 horas. Eu preciso de férias com uma urgência que ninguém pode imaginar. Só a ideia de embarcar naquele ônibus daqui a uma semana me deixa hiper feliz. Isso para alguém que odeia viajar de ônibus. E se eu conseguir chegar viva até a próxima quarta.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Duas semanas e contando (2)

Faltam duas semanas para a FLIP e não sei se vou chegar lá no ritmo em que eu ando. Tenho trabalho saindo pelas orelhas e pouco tempo para fazê-lo. Desse jeito, eu, que odeio dormir num colchão que não é o meu, acho que vou dormir maravilhosamente em Paraty pela primeira vez.

Bacon!

Morar no Rio Comprido pode ser interessante. Nos trinta e tantos anos em que moro no Rio, a maior parte disso foi na Zona Sul. Nunca na minha vida imaginei que moraria na Zona Norte. Morei um ano na Gávea, dois anos em Laranjeiras, mas o grosso desse tempo foi passado entre Botafogo e Humaitá. Por várias circunstâncias, acabei parando aqui no Rio Comprido e descobri que, de certo modo, aqui é como uma cidade do interior. Toda tarde passa um rapaz numa bicicleta vendendo pães e bolos e sonhos. Nos sábados, tem uma feira na praça do Rio Comprido e todo mundo vai para a rua até de noite. Os vizinhos aqui se falam e se conhecem há séculos. E tem alguém num desses morros próximos que cria porcos porque volta e meia você vê porcos na rua, em geral nas noites em que se coloca o lixo para fora. Voltando para casa ontem, encontrei dois porcos andando no meio da rua, tranquilos, porcinos, praticamente pedindo para ser atropelados e virarem bacon. Eles seguiram seu caminho e eu segui o meu. Quem sabe eu dou de cara com eles de novo.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Happy birthday to me

Mais um aniversário, mais um ano. O Super-Homem é invulnerável a várias coisas, mas não à passagem do tempo. Queria que tivesse sido um pouco mais tranquilo, mas tudo bem, trabalho é grana. A comemoração que eu achava que iria ter não houve, mas fazer o quê. Acabei tendo outra comemoração com outras pessoas, mas foi legal também. De todo modo, tomei uma decisão. No ano que vem, quando chegar meu aniversário, vou decretar feriado para mim mesma. Eu devia ter o direito de descansar no dia do meu aniversário. Eu mereço.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Causa ou efeito

Muitos escritores são acusados de fazer autobiografia quando escrevem seus livros. É uma forma um pouco simplista de ver o que o escritor faz. Para mim, escritor é como ator. Pega tudo aquilo que lhe acontece e joga no seu trabalho. E tudo inclui tudo mesmo. O que você viveu, o que leu, viu na TV, no cinema, histórias que te contaram, tudo. Comigo acontece uma coisa um pouco curiosa. Eu imagino situações e depois é que elas acontecem comigo. E é estranhíssimo quando acontecem. É uma espécie de deja vu muito louco. É meio inevitável eu me perguntar se essas coisas acontecem porque eu escrevi sobre elas. Ainda vou entender esse fenômeno.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Um aninho

Um ano. Faz um ano que comecei este blog. Não sabia se ia dar certo, se eu ia acabar abandonando depois de umas poucas semanas já que nunca fui muito afeita a manter qualquer tipo de diário. E um blog é, de certa forma um diário. Um diário que todo mundo (ou ninguém) pode ler. Você simplesmente não faz ideia de quem está lá fora. Muitas vezes, desconfio que sejam só os grilos. Vou tentar fazer um diário da FLIP este ano, vou levar meu notebook (e meus trinta cadernos) para Paraty. Afinal de contas, sou Clark Kent e vou estar em Paraty. E em Paraty posso vestir meu collant e a capa o tempo todo. Vou continuar usando os óculos já que continuo sendo cegueta, mas vai dar para voar um pouco. É assim que eu gosto. E mais até do que simplesmente uma viagem a Paraty, a primeira semana de agosto será uma semana de férias que vou me dar. Estou precisando. Ando mortinha, me arrastando, não consigo render direito nos trabalhos que faço. Uma semana sem qualquer tipo de trabalho vai me deixar bem contentinha. Para o alto e... Deixa pra lá. Vou deixar para voar durante a FLIP.

domingo, 18 de julho de 2010

Menos uma etapa

Vencida mais uma etapa. Fechei a terceira parte do romance. O problema agora é achar tempo para digitar tudo enquanto trabalho na quarta e última parte do romance. Pelo menos acho que vai dar para digitar um pouco em Paraty. Tenho uma dificuldade horrorosa para dormir em camas estranhas. Se vou passar parte da noite em claro pelo menos posso fazer algo útil. E. com alguma sorte, no final de agosto terei o material todo pronto para começar a terceira versão do romance. Essa vai ser uma fase de leituras e mais leituras e de mexer nas peças que eu tenho já prontas e provavelmente reescrever mais não sei quantas cenas. Não me pergunte por que mas tenho certa dificuldade em pensar em capítulos, para mim são sempre cenas. Talvez tenha a ver com o fato de que a TV e o cinema sempre foram influências muito fortes para mim. Tanto faz. Excepcionalmente hoje vou voltar para a livraria e trabalhar mais um pouco. Esta semana que passou foi extremamente cansativa e preciso mesmo descansar. Porque semana que vem tem muito mais trabalho vindo por aí.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Duas semanas e contando

Gosto desse tempo assim, frio, vento, casaco. Volta e meia eu entro num táxi e o taxista reclama do tempo feio. E eu feliz da vida com as nuvens negras no céu. Já que a gente não tem aquele lindo outono com as árvores pegando fogo (para roubar uma metáfora da Adriana Lisboa), eu me viro com o que posso. Eu torço até que esteja assim em Paraty. Ficar andando por aí o dia inteiro debaixo de sol quente não combina comigo. Acho que aquela cidade combinaria com um pouco de neve. Faltam duas semanas. Já estou pensando na mala, no que vou levar, se levo o laptop ou não. Seria uma forma de facilitar a feitura do diário de Paraty que estou a fim de fazer e ver se meu modem 3G funciona lá ou não para não ter de ficar catando cyber café em Paraty. Veremos.

What's it about?

Quando me perguntam do que se trata o romance, O que ficou por fazer, eu nunca sei direito o que responder. Afinal de contas, foram seis anos de trabalho, escrevendo, jogando fora, começando de novo. Tenho uma grande caixa (tipo aquelas caixas de arquivo que aparecem nos seriados americanos tipo Cold Case) no meu quarto atochada com todas as três versões do romance, todos os cadernos, todas as versões impressas do manuscrito com as inúmeras correções a lápis nas margens e que eu fui corrigindo e relendo até não achar mais o que corrigir. Foi uma trabalheira (para não dizer trabalho) quase épica. E com ele sinto que dei um salto no que eu escrevo. O primeiro salto veio quando comecei a escrever em português (é uma longa história, mas eu passei quase dez anos escrevendo ficção em inglês, um idioma no qual eu me sentia mais à vontade). Meu texto virou outra coisa, nada parecido com o que eu escrevia antes. De textos longos e esparramados e não muito bons, eu de repente passei a escrever contos muito mais concisos, muito diretos. Eu tinha atingido outro patamar.
E acho que dei outro salto com o romance. O que eu aprendi com o processo desses seis anos me levou a um lugar diferente de onde eu estava, um lugar melhor, me deu um foco que eu não tinha antes.
Em termos simples, o romance trata dos efeitos que o suicídio de Daniel tem sobre a irmã dele, Graça, e a mãe, Carolina. Graça e Carolina precisam fechar o apartamento de Daniel para devolvê-lo ao proprietário e, ao revirar os objetos que ele deixou para trás, Graça descobre um irmão que ela não conhecia, um homem ao mesmo tempo muito solitário e capaz de grandes paixões, alguém que foi se isolando pouco a pouco em uma vidinha que era muito pequena para ele. E, ao descobrir as cartas e diários dele, Graça passa a perceber o quanto eles eram parecidos, forçando-a a reavaliar sua relação com a mãe e com as outras pessoas.
O romance trata de culpa, de oportunidades perdidas, das pequenas coisas que impedem a comunicação e como os laços de família podem ser tênues. E, ao mesmo tempo, de como é possível se reinventar, procurar uma nova maneira de estar no mundo, mais presente, mais atento, mais aberto. Ao tentar entender o que causou a morte do irmão, Graça se aproxima afinal não só dele, mas de si mesma e passa a ter uma visão mais clara das coisas.
Por muito tempo, eu oscilei entre achar que esta era a pior coisa que já tinha escrito e a melhor coisa que já tinha escrito. Hoje eu sei que, de tudo o que escrevi até hoje, esse é o melhor texto, é o que vai mais fundo. Não vou me comparar com outros escritores, não se trata disso e sim de uma avaliação do meu próprio texto. Torço para achar logo uma editora que publique o romance. Mas mesmo que não ache, terá valido a pena escrevê-lo por tudo o que aprendi com ele, foco, determinação, dedicação, disciplina.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tudo de bom

Acabo de voltar da minha aula de culinária asiática. Hoje nos embrenhamos no universo da comida indiana. Acho que nem tudo saiu como esperado, mas houve descobertas interessantes. Às vezes, as aulas são como uma luz que se acende na sua cabeça. Eu descubro sabores que nunca imaginei existir. Como é que eu podia achar que cozinhar era complicado? E aí eu me vejo fazendo frango com gengibre ou um curry verde de frango com batata doce e adorando, o que é estranhíssimo já que eu nunca gostei de batata doce. E no supermercado carrego braçadas de coentro e cebolinha e manjericão para meu carrinho, depois tento não amassar tudo no caminho de volta para casa. Ainda não fiz nada disso para outras pessoas, mas talvez, mais para a frente, eu tenha a chance de fazer isso. Essa é uma satisfação que ainda me falta. Cozinhar realmente é tudo de bom.

domingo, 11 de julho de 2010

Imigrantes

Elvira Vigna tem um romance não publicado chamado O que deu para fazer em matéria de história de amor. E neste fim de semana ela publicou um pedaço desse romance no seu blog. Desse trecho, eu cito uma frase que tem tudo a ver comigo. "Imigrantes. Todos nós o somos, hoje. Quando a viagem não nos move, é o entorno que nos foge, o que dá no mesmo. Ficamos então parados, com tudo o mais indo, imigrantes a entrar, todos os dias, em nós mesmos." Depois disso, me deu uma vontade enorme de ler o resto. Tomara que ele seja publicado um dia.

Gostinho de quero mais

O problema de ter um bom dia na Travessa é o gostinho de quero mais com que você acorda no dia seguinte, ainda mais quando não dá para largar o trabalho que tenho na mesa e me dar mais um dia na livraria. E falta pouco para terminar a terceira parte. Mais um dia e eu fecho. E posso seguir para a quarta parte. Que, não devia confessar, mas é uma das minhas preferidas. No primeiro romance, meu personagem preferido é a Graça. Talvez porque eu a entendia melhor do que o Daniel. E talvez eu entenda o Adriano melhor que todos os outros personagens deste novo romance. Agora preciso sair para comprar as passagens de ônibus para Paraty. É só o que falta já que meus ingressos já chegaram por mensageiro e minha reserva na pousada está feita desde abril. Menos de um mês para a FLIP. Essa contagem regressiva é que me mata. Eu queria que já fosse amanhã.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Com vocês, Ramones

Eu conheci muita gente no ano de 2009. Mas a pessoa que eu mais gostei de conhecer foi Ramon Mello. Ele é jornalista, escritor, um cara talentoso, uma pessoa que agita tudo por onde passa. Confesso sentir uma certa inveja da facilidade com que ele transita pelo mundo. É algo que eu admiro pois não tenho a mesma facilidade. E, mais do que tudo, gosto de quem ele é. Uma pessoa super para cima, atenciosa, cheia de energia. Esta semana, o site Saraiva Conteúdo publicou uma entrevista com o Ramon. Para ter um gostinho dessa entrevista, coloco aqui o vídeo. Com vocês, Ramones.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

E Angela Merkel comemora

Foi com essa frase que eu acordei no sábado de manhã, no início do segundo tempo do jogo entre Alemanha e Argentina. A Alemanha fazia mais um gol e o Milton Leite da Sportv lançou essa frase lapidar quando a câmera focou a chanceler alemã fazendo festa nas arquibancadas. A frase não era para ser engraçada, mas tinha algo no tom do locutor que a tornava simplesmente hilária. E nessa eu me decidi. Já que o Brasil não está mais na Copa, resolvi torcer pela Alemanha para honrar minha herança germânica. Afinal, eu nasci em Viena, Áustria. Foi por um acaso do destino, mas foi lá. É, tem tudo a ver eu torcer pela Alemanha. Manda ver, Klose!

domingo, 4 de julho de 2010

Altos e baixos

Dia de altos e baixos. Não de uma forma ruim. Deu para sentir coisas que não estão funcionando, outras que estão e, no finalzinho do dia, achei um princípio de caminho para o que pode vir a ser o tal monólogo que quero escrever. Essa é uma personagem mais complicada para mim. Tanto assim que eu escrevi a quarta parte antes da terceira pois minha visão da quarta era bem mais clara. Até certo ponto, um dia em que nem tudo dá certo é melhor para mim do que um dia em que nada de mais acontece. Bater com a cabeça na parede é sempre a melhor maneira de aprender alguma coisa. Mas o que realmente me incomoda é ter encontrado algo genial cinco minutos antes do fechamento do café da Argumento e ser forçada a esperar até pelo menos o próximo sábado antes de poder continuar com seu desenvolvimento. Esta semana, mais do que nunca, será difícil ser paciente.

sábado, 3 de julho de 2010

Notebook não, caderno mesmo

Acabo de descobrir que o caderno Prosa e Verso do Globo deste sábado trata dos escritores que ainda usam papel e caneta para escrever. Hoje mesmo, durante o evento do Rodrigo de Souza Leão, Ramon Mello comentou sobre a dificuldade de organizar uma obra que existe em forma digital, sem anotações nas margens, sem correções visíveis no texto. E mais tarde, no bar, ao comentar meu hábito de escrever em cadernos, algumas pessoas ficaram surpresas. É um hábito antigo meu e dá um certo trabalho, mas é o que combina melhor com a forma como o texto me vem. E ele não deixa de ter o seu charme.

Boemia e o regresso

Lançamento do romance póstumo de Rodrigo de Souza Leão. Um evento legal, muita gente. Havia um certo traço de tristeza pela ausência do Rodrigo, mas foi uma celebração bonita da vida dele. Depois de tudo, uma galera foi para um bar em Botafogo. Foi muito bom. Fazia tempo que não tinha a chance de ir a um bar, conversar, conhecer gente nova. A boemia para mim não se trata de beber, mas de trocar ideias. E mesmo em uma mesa em que estava cercada por gente que eu não conhecia, me senti bem à vontade, o que para mim é bem raro. Foi uma noite de muitos eventos interessantes. Sábado, livraria. Uma boa noite de sono e vamos afiar a pena. Hasta mañana.